Rodoviária de Manaus deve ser reformada antes das Olímpiadas

olimpiadas 2016Os manauenses esperam por melhorias na infraestrutura do terminal rodoviário de Manaus, antes da abertura dos Jogos Olímpicos, que acontecerão em agosto, no Rio de Janeiro. Segundo informações das companhias de ônibus que trabalham no local, a rodoviária da capital do Amazonas recebe mais de quatro mil pessoas por dia, sendo que deste total, pelo menos mil passageiros utilizam o serviço rodoviário para viajar sob linhas interestaduais (outros estados), com tendência de ampliação na demanda depois que a BR-319 entrar em operação. Apesar do prédio receber o maior fluxo de passagens da região, está longe de ter a melhor infraestrutura do Estado.

Para o Sindicato das Empresas de Fretamento o terminal de Presidente Figueiredo, Manacapuru e Itacoatiara  oferecem melhores condições de embarque e desembarque do que em Manaus. Atualmente, a rodoviária de Manaus conta o serviço regular de nove empresas de transporte rodoviário e uma ampla área comercial composta por 40 permissionários, que juntos exploram o espaço interno do terminal para vender comida, bebida, aparelhos eletrônicos e outros artigos. O custeio de algumas manutenções e troca de lâmpadas do terminal rodoviário vierem do grupo comercial, que agora espera mudanças com a reforma prometida pela Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead), durante reunião com representantes do governo, donos das auto viações e os próprios permissionários.

O projeto não prevê a remoção do terminal rodoviário para outra área da cidade, haja vista que não há viabilidade financeira suficiente para esta mudança. Se não houver imprevisto pelo caminho, a rodoviária de Manaus deve ganhar novas portas de acesso na entrada e saída até o final de agosto. Além dos ajustes na entrada do terminal, o local irá sofrer alterações no estrutura e separação nas plataformas de embarque e desembarque. O primeiro passo é dar manutenção na iluminação, limpeza e segurança e melhorar o atendimento ao público, de uma forma geral. Uma das promessas é redistribuir as plataformas para quem chega e saí em ambientes diferentes.

Crise espanta 50 mil passageiros da rodoviária de Uberlândia

passageiro de onibusO terminal rodoviário de Uberlândia registrou queda de aproximadamente 50 mil embarques e desembarques, durante os cinco primeiros meses do ano. Com a crise, muita gente tem deixado as viagens de longa distância de lado. Pelo menos é nisso que acredita a maioria das companhias rodoviárias que operam na rodoviária da cidade mineira. A diminuição no fluxo de viagens de ônibus, registrado pelo Terminal Rodoviário Presidente Castelo Branco, representa um recuo de pelo menos 5,4% nas vendas das auto viações que operam em linhas interestaduais com saída de Uberlândia, quando é feito comparativo nas reservas do ano passado. Segundo dados da Triângulo Concessões (Tricon), administradora da rodoviária, 854 mil pessoas passaram pelas plataformas de embarque e desembarque do terminal de Uberlândia, durante 2016, enquanto que no ano passado, em maio, pouco mais de 900 mil usuários haviam acessado o local para viajar. Os dados também revelam que houve queda maior no número de embarques, em cerca de 6%, contra 4% nos desembarques registrados no local.

Saldo negativo

Além do prejuízo financeiro enfrentado pelas empresas de ônibus, a queda no número de embarques do terminal rodoviário trouxe outros pontos negativos para o setor. O corte de alguns horários de ônibus e destinos de baixa lotação é um dos reflexos dessa desconfortável realidade. A maior parte dos pedidos de interrupção temporária das operações, aprovadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), corresponde aos trajetos interestaduais. Também houve demissão de 11 funcionários que trabalhavam para uma companhia de ônibus, que cortou metade de suas operações no terminal rodoviário de Uberlândia, depois que a crise economia se instalou, no início de 2016. Para a Tricon, há falta de incentivos por parte do Governo, a carga tributária é alta e a concorrência com clandestinos atrapalha o movimento regular das viagens. As caronas organizadas por empresas também têm ganhado espaço entre aqueles que querem viajar pagando pouco pelo transporte.