Obra da nova rodoviária de Presidente Venceslau está parada

Esse é o estado do novo terminal rodoviário.

Esse é o estado do novo terminal rodoviário.

Parada é a situação que se encontra a obra milionária de construção da nova rodoviária de Presidente Venceslau, a 610 quilômetros de São Paulo. O novo empreendimento orçado em R$ 1.150 mil está parado há mais de um ano, por falta de recursos financeiros que deveriam ser gastos na estrutura metálica do local, além de pendências com a empreiteira responsável pela realização da obra. Do lugar da rodoviária que deveria transportar milhares de pessoas, o mato alto ganha destaque, chegando a servir de pasto para vários animais. A obra foi iniciada há pouco mais de dois anos através de um convênio entre a prefeitura paulista e o Departamento de Estrada de Rodagens (DER).

O investimento chegou a ser dividido em R$ 400 mil para o poder público e mais R$ 750 mil de responsabilidade do DER. A proposta do novo terminal rodoviário veio do próprio DER, que sugeriu a construção da rodoviária na alça de acesso a Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Atualmente, o município já conta com um pequeno terminal de passageiros. Para muitos, os investimentos poderiam ser gastos na ampliação e reforma do terminal já em atividade. “Eles aproveitariam o espaço e não gastariam tanto dinheiro para viabilizar a obra”, comenta um morador. A empreiteira afirma que foi a Prefeitura que comprometeu o andamento da construção, depois que apresentou à empresa um novo projeto, com uma diferença orçamentaria de R$ 100 mil na planilha de custos.

De ante mão, a empresa responsável pela realização da obra enviou um requerimento ao município, pedindo a readequação dos valores que seriam gastos para compra de materiais. A carta foi entregue para a prefeitura em 2013, que desde a data não deu nenhum parecer. O prefeito de Presidente Venceslau afirma o contrário e diz que a Prefeitura só recebe a solicitação da empresa em abril deste ano. Segundo a lei, o órgão tem até o mês que vem para analisar o pedido junto ao poder judiciário e se manifestar. Há possibilidade da Prefeitura abrir uma nova licitação, caso ambas as partes não entre em acordo.